BRAGA - O Comércio está no Centro
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"Cooperar é preciso"

A harmonia do voo de um bando de aves, planando nos céus, desenhando trajectórias de grande elegância e beleza não deixam ninguém indiferente. Muito menos os predadores. Uma qualquer ave de rapina, comodamente instalada na copa de uma árvore alta e imponente, verá esse espectáculo aéreo como uma oportunidade magnífica de saciar os seus instintos de caça e fome. Porém, quando mergulha naquela mole de pequenos vertebrados voadores dificilmente pode rejubilar com o sucesso da empreitada. As aves reagem individualmente, de forma egoísta, automática, num reflexo inato através do qual procuram assegurar a sobrevivência. O predador ficará, certamente, decepcionado e confuso. Cada uma das aves afastou-se das restantes sem esbarrar com nenhuma das companheiras e, momentos depois, o bando estava completamente reorganizado e voava novamente como se nada tivesse acontecido. Este comportamento costuma designar-se por coordenação. Na situação descrita, aquele bando de aves, onde cada membro agiu egoisticamente, por sua própria conta e sem qualquer tipo de liderança, resolveu da melhor forma um problema que afectava todo o grupo. Coordenação pura, inscrita nos genes das aves, como também, pelos vistos, nos dos homens. Na opinião dos economistas, o ser humano é essencialmente egoísta e quando tem de decidir sobre produtos e serviços escolherá sempre a situação em que sai mais beneficiado, com o nível de informação que possui. É por isso que a Economia, enquanto "ciência das escolhas", estuda e procura prever o comportamento humano quando tem de tomar decisões. Mas a metáfora de Adam Smith sobre a "mão invisível" só é válida num mercado perfeito, concorrencialmente livre e sem informação assimétrica. Por isso, aos agentes económicos não basta resolver os seus problemas através da coordenação. É necessária, também a cooperação.

A cooperação, no sentido económico do termo, consiste numa relação consensual de entreajuda envolvendo pessoas individuais ou colectivas no sentido de serem obtidos objectivos comuns. O cientista político Robert Axelrod considera haver quatro condições fundamentais para os indivíduos desenvolverem um comportamento cooperativo: (1) motivações ou desejos coincidentes, (2) possibilidade de ocorrerem relações futuras, (3) memória (ou confiança) acumulada e (4) valor associado a consequências futuras do relacionamento actual. O associativismo, por exemplo, é uma forma institucional que os agentes económicos interessados encontraram para cooperarem.

A Campanha O COMÉRCIO ESTÁ NO CENTRO é um instrumento que os comerciantes do Centro de Braga podem usar de forma cooperativa, mas sem perder a sua individualidade competitiva. A economia experimental tem demonstrado que a competição funciona até como catalizadora da cooperação. O COMÉRCIO ESTÁ NO CENTRO é uma campanha que procura sensibilizar os consumidores para as vantagens de adquirir produtos e serviços no centro da cidade. Braga é a Capital do Comércio e possui o maior Centro Comercial do País ao ar livre, dispondo de uma extensa área pedonal e facilidades únicas de estacionamento. À oferta diversificada que o centro de Braga disponibiliza no sector terciário junta-se o importante património histórico envolvente, valioso na ancestralidade bimilenar, numa conjugação que transforma o acto de comprar numa experiência gratificante e enriquecedora. É a súmula destas vantagens que se pretende traduzir no slogan O MAIOR CENTRO COMERCIAL DO PAÍS TEM 2.000 ANOS.

A campanha está em curso por iniciativa da Associação Comercial de Braga. É uma diligência que deve envolver todos os comerciantes e prestadores de serviços do Centro de Braga. Mas não basta haver coordenação. É forçoso que haja, também cooperação. Só assim se alcançam com sucesso os objectivos definidos.